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“[...] Cláudio dá um by-pass no fetiche e um nó na tradição para reafirmar a língua-linguagem e a mente sã, renovada.
A resposta está no agora da linguagem, produto de todo o vivido , o sofrido, o picolé chupado, a bola jogada, a tela do cinema, o banho da prima, o sabiá cantante, e tudo o mais que o corpo-memória não trai...”
UMBERTO COSTA BARROS, 2002
“[...] A configuração dessas surpreendentes associações (objetos reais/imaginários, atravessados pelo humor e pelo jogo|) revelam suas profundas ligações com o surrealismo e o ready made. As instalações de bolso constituem-se a partir de um inventário antropológico do cotidiano. Cláudio Paiva compartilha com Jorge Bem Jor seu amor pelas coisas que se pode comprar por 10 cruzeiros: ‘as grandes pequenas coisas’ [...]
Cada desenho é conceitualizado e nada é deixado ao acaso. O desenho é um projeto em si. A história do desenho é investigada de novo em sua dimensão poética e política. Considerando o desenho como a mais guerrilheira das artes, Paiva faz parte de uma geração de artistas que atuaram no Rio de Janeiro no fim dos anos sessenta [...]
‘O brinquedo de Oppenheimer’, ‘Armadilha para tempestade’, ‘Armadilha para meteoro’ reenviam a essa minúscula, e no entanto essencial, guerrilha praticada pela arte e ao seu poder de sobreviver às tempestades.”
CATHERINE BOMPUIS, 2002
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